DENUNCIE o tráfico humano

Depois de um longo período de desinteresse e indiferença, o mundo está tomando consciência da realidade das formas de escravidão contemporânea. A sociedade e os meios de comunicação estão se dando conta de que seres humanos exploram outros seres humanos por dinheiro.

O estudo da UNODC cataloga e analisa as respostas mundiais em função dos dados sobre a Justiça penal e a assistência às víctimas de 155 países. Em vez de conclusões, o secretário-executivo do órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU) propõe algumas observações.

Primeiro, dobrou o número de países que adotaram medidas para aplicar o Protocolo da ONU Contra o Tráfico de Pessoas nos últimos anos. Em 2003, apenas um terço dos países pesquisados tinham aprovado leis contra o tráfico de pessoas; no final de 2008, 80% das nações já o fizeram. Mesmo assim, são muitos os países – em especial na África – que ainda carecem de instrumentos jurídicos para o enfrentamento do problema.

Segundo, ainda que o número sentenças condenatórias contra o tráfico de pessoas tenha aumentado, não houve um crescimento proporcional da consciência acerca do problema. A maior parte das condenações se deu em poucos países, que pelo menos estão fazendo algo a respeito. Em dois de cada cinco países pesquisados, não foi registrada nenhuma condenação desse tipo.

Terceiro, a exploração sexual é a forma de tráfico de pessoas detectada con maior frequência (79%), seguida do trabalho forçado (18%), o que pode ser uma estatística enviesada. Em geral, a exploração da mulher é mais visível e ocorre nos centros urbanos ou nas margens de rodovias. Por ser objeto de denúncias mais frequentes, a exploração sexual se tornou o tipo de tráfico mais documentado nas estatísticas globais. As outras formas de exploração (como a servidão por dívida), por sua vez, não são suficientemente notificadas.

Quarto, o número de mulheres envolvidas no tráfico de seres humanos, não só como vítimas, mas também como traficantes é desproporcional. As mulheres que aliciam outras desempenham um papel mais destacado na escravidão contemporânea que em quase todas as outras formas de delinquência.

Quinto, a maioria dos delitos de tráfico de personas estão revestidos de um caráter nacional ou regional e são cometidos por pessoas cuja nacionalidade é a mesma que das suas vítimas. Há também casos de longas distâncias, como no caso da Europa, que é o destino de vítimas dos mais variados pontos de origem. Já o público asiático é vítima de tráfico nos mais diferentes países.

Fontehttp://www.reporterbrasil.org.br

Precisamos lutar contra o tráfico humano no Brasil!!!!

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